Junho é tido como o mês do amor por causa do Dia dos Namorados. Mas por que não celebrar o amor como um todo? Esse sentimento é tão vasto, tão mais complexo do que apenas casais, que não poderíamos deixar de citar a relação entre cachorros e seus humanos. E deixa eu falar uma coisa: rola muito amor de todos os lados!
Claro, a gente ama esses animais porque eles são fofinhos, engraçados e muito lindos. Mas existe uma explicação científica para tanto amor? Muitas, na verdade. Há décadas são feitos estudos sobre esse relacionamento, sobre como um enxerga o outro e porque há essa proximidade entre ambas as partes.
Para começo de conversa, acredita-se que a domesticação aconteceu há milhares de anos, há no mínimo 30 mil anos. O homem descobriu no cachorro um animal muito útil: leal, alerta, que ajudava na caça e na guarda. E assim começou essa relação que dura até hoje. De início acreditava-se que esse “amor” era apenas porque o cão via o humano como o alfa da matilha, mas estudos cada vez mais confirmam que há sentimento verdadeiro.
Segundo uma pesquisa realizada pela universidade japonesa Azabu, de fato existe um vínculo biológico. Há um processo hormonal entre as duas espécies, que quando se olham disparam os níveis de ocitocina, que é relacionado a conduta paternal e maternal, além de estabelecimento de vínculos sociais e formação de confiança. Esse é o mesmo hormônio ativado entre pais e filhos. Além disso, o Hospital Geral de Massachusetts publicou um estudo que mediu a atividade cerebral das pessoas em resposta a fotos de cachorros e crianças. As participantes eram mulheres que tinham animais e bebês de no mínimo dois anos. Em ambos os casos as áreas do cérebro que reagiram foram as ligadas à emoção, recompensa, interação social, afiliação e processamento visual.
Um estudo realizado na Universidade de Emory, nos EUA, reforça ainda mais as pesquisas do parágrafo anterior. Os cientistas descobriram que os pets conseguem diferenciar os diversos cheiros e reconhecer seu dono. Eles ficam felizes com o odor mesmo quando ele não está presente e a região no cérebro ligada à recompensa “acende“.
A Universidade Eotvos Lorand, de Budapeste, ainda mostrou que eles são sensíveis às nossas mudanças de humor e sentem quando estamos tristes, felizes, bravos etc. Por exemplo, sons felizes causam iluminação da área do córtex, da mesma maneira que acontece conosco. E mais: Os cães espelham nossas emoções. Se estamos alegres, eles compartilham da nossa felicidade. Se estamos tristes, tentam nos consolar. Se estamos alertas, eles também ficam.
E já que há tanto amor, nada mais natural do que querer levar seu pet para os locais que você frequenta. Seja um parque, um restaurante, um shopping, a casa de amigos. Queremos a companhia deles, assim como eles querem a nossa. Essa é uma tendência que há anos vêm ganhando espaço e a cada dia descobrimos mais locais pet-friendly para levar nossos bichinhos e estreitar ainda mais esse laço amoroso.
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Por Teca Machado
Jornalista, escritora, YouTuber e mãe orgulhosa do Calvin Haroldo, o west terrier mais maluco de Brasília
